terça-feira, 17 de agosto de 2010

O Teatro... (Parte 1)

Era uma noite de quinta-feira do dia 22 de julho.
Eu estava sentada no banco da praça Conde de Parnaíba, e bem a minha frente erguiam-se imponentes muros de um colégio onde estudara durante três longos e maravilhosos anos!
Não fazia frio, nem calor.
Vestia uma calça skinny azul escura, salto, segunda pele preta gola alta e por cima uma blusinha social xadrez!
Brincos e Pulseiras, não podia sair de casa sem estes!
Impaciente e ansiosa, não deixava de olhar para o relógio nem por um segundo! As vezes, tinha plena convicção de que não olhava para saber a hora, esta eu ja sabia de cor, olhava para distrair-me, distrair-me do amigo que não chegava, dos motoristas que passavam entortando suas cabeças...
Eu observava a gente que somente passava pela calçada, a gente que subia e descia do ônibus.
Lembrei de minutos antes, eu estava no messenger conversando com meu amigo de infância, Felipe*! Conversa vai e vem, despertou-me o interesse de tomar aulas de teatro, pois sempre achei importante para qualquer cantor ter uma boa postura no palco!
Eu já sabia previamente que ele estava tomando aulas de teatro ha algum tempo, e descobri que estas eram ministradas todas as quintas das 19:30 até às 22:00! Ele me convidou para assistir uma aula.
Então combinamos de nos encontrar na praça em frente ao Ibao (a escola) às 19:00 daquela quinta-feira!
Olhei para o relógio do celular: 19:15!
Resolvi ligar!

Tu_________Tu__________Tu__________ Alô?

- Alô, Fê? É a Mari, onde você 'tá?
- Alô, Oi, eu já 'tô chegando, por que? Você já 'tá aí?
- Sim, já cheguei faz um tempo.
- Estou passando bem em frente ao quartel, já chego aí
- Ok, bjo, até
- bjo, tchau!


Naquela altura do campeonato, eu não sabia o que esperar das proximas horas, pensava eu que ia somente sentar e assistir ao ensaio de uma peça de teatro! Bem... pensava eu...
E de tanto pensar, perdida nos meus próprios devaneios, quase nem vi chegar, já ao final da rua, meu amigo!
Levantei-me rapidamente e caminhei em sua direção.
"Deus, preciso de óculos, quase nao consigo enxergar seu rosto a essa distância"  pensei.
Quando ele ja estava ha pouco metros, avancei em sua direção num abraço amistoso.
Era dificil abraça-lo de um jeito confortavel, mesmo de salto, eu não dava pé, ele se fazia muito alto pra mim!

- Meu Deus, como você cresceu - Exclamei sem perceber que soava exageradamente como a avó que não via o netinho querido ha tempos.

Ele riu

Enquanto empenhavamos uma caminhada até o teatro, conversamos sobre situações cotidianas, trabalho, estudos, dinheiro...
E fiquei feliz em rever um amigo tão querido!
Percebi que, durante tanto tempo, havia me afastado de pessoas com quem construi laços afetivos de verdadeira amizade!
Dediquei-me exclusivamente (e exaustivamente) a um relacionamento que ao seu findar, não levou apenas uma boa parte do meu coração, levou também aquilo que, naquele instante, estava tentando recuperar!
A proximidade dos meus amigos queridos!
Por quanto tempo estive ausente e distante daquela maneira?
Estava chocada com a hipocrisia que permeava a minha vida naquele momento:
Afinal, são tantas desculpas que usamos hoje em dia para justificar um afastamento, a preferida dentre elas, sempre foi o tempo!
O tempo e a falta dele!

"Desculpe a minha ausência, é que estou sem tempo para nada"

E assim iniciava todos os meus sms, telefonemas, mensagens de orkut... ... as vezes só bastava um CTRL+C, CTRL+V!
Copiava, Colava e pronto!

Estava me sentindo ridícula! Tinha jurado a mim mesma que namoro algum me afastaria dos meus amigos! E sem perceber, acabou acontecendo e eu acabei permitindo!
Não era o tempo, era eu... o tempo todo, era eu!
Será que nesse interim eu não tive 5 minutos para ligar para algum amigo? Nem que fosse para dizer "oi, Felipe, Bruno, Marina, Robson, Marcia, Débora...estou com saudades, por ondem andam, vamos tomar um café?"

Nem importava que não gostasse de café...
O café sim era uma desculpa apropriada para um reencontro!
Mas não! Eu não havia feito nada disso!
E não! Não era hora de "re-pensar" e "re-passar" o passado!

Atentei-me uns minutos a figura que andava ao meu lado na calçada. O Fê estava realmente diferente de quando o vi pela última vez.
Estava incrivelmente alto! Mas andava um pouco arqueado.
Ele vestia roupas largas que delatavam seu corpo magro.
E seu cabelo ondulado, estava comprido, a altura do pescoço. Sem barba, nem bigode!
Continuamos caminhando até avistar um pequeno grupo de pessoas que se formava em frente ao teatro.

- Já estão lá - Ele apontou com a cabeça para o local indicado!
- Nossa, estou com vergonha - Nem percebi que havia vocalizado meus pensamentos inseguros, tinha me distanciado da vida social.

Quando chegamos, percebi o quanto o Fê era querido por todos, todos o abraçavam e sorriam, mas não demoraram para notar que havia alguém a mais entre eles.

- Uau, quem é essa siri*? - Ouvi um comentário

- Essa é a minha amiga Mariana - disse ele, enquanto me apresentava ao povo.

Cumprimentei a todos, estavam tão receptivos, já eu tão tímida.

- Siri, trouxe a namoradaaaa, vejam só!

" NAMORADAAAAA?????"

_________________________________________________________________

*SIRI = apelido do Fê no Teatro!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Minha Versão: Stereophonics - Maybe Tomorrow

Eu venho triste (já há algum tempo) e (vivo) me perguntando o porquê,
(eu percebi que)...
Essas nuvens negras continuam andando (ao meu lado), (estão) por aí comigo, comigo...

Um desperdicio de tempo, preferia estar "alto" (bêbado)
Estou pensando em caminhar ali fora e (comprar a felicidade), forçar um sorriso, mas (ao menos ter minha liberdade,...) ser livre, (afinal) todos são livres


Talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)
Talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)

Olho ao redor (na direção de), uma vida maravilhosa
Eu já vi o melhor (e o pior) de se estar depressivo
(De dentro pra fora) eu estive ao avesso, (estive avesso ao que acontecia), mas (ao menos podemos respirar,...) nós respiramos (e sonhamos com o amanhã)

Eu quero (o sopro de) uma brisa em uma mente aberta
Quero nadar no oceano
Ter meu tempo todo (só) pra mim, (ter) todo (tempo) livre

E então... talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)
E então... talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)

E então... talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)
E então... talvez amanhã encontre meu caminho para casa
( O Caminho para seus olhos)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Not Myself Tonight!

(...)tonight i'm not the same girl!

_______________________________________

Folks, quarta-feira que vem já começo a ensaiar com a banda Doctor Clow, farei diversas apresentações especiais com os caras e, o melhor, cantarei apenas minhas músicas próprias!
Vai ser uma grande experiencia e com certeza um excelente recomeço!

Well, como nem todo mundo é de ferro, e eu nao fujo a regra (e nem quero heheh)
Domingão reunião com a minha turma de teatro na casa do Ari, e preparação para super baladinha no ultimo sábado do mês!

_______________________________________

Durante muito tempo, acreditei firmemente que meu coração jamais bateria por alguém novamente!
E não é que ele está batendo? rsrsrs
Por quem?

Kisses folkssssss rsrsrs

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Relações Perigosas!

Sebastian: - Eu só vim te dar "tchau".
Anette: - Vai embora?
Sebastian: - Vou.
Anette: - Por que?
Sebastian: - Por sua causa!
Anette: - O que eu fiz?
Sebastian: - Você é hipócrita e eu não ando com hipócritas.
Anette: - Por que você diz que sou hipócrita?
Sebastian: - Você diz o tempo todo que vai esperar pelo amor e aqui está ele, na sua frente! Você está dando as costas para ele e isso faz de você uma hipócrita. Eu vou embora e você vai passar a vida inteira sabendo que deu as costas para o amor. Até a próxima vida!


Diálogo filme - Segundas Intenções!


Discursos perfilados de segundas intenções
não convencem, nem comovem!

Minha música, é minha arte, mas também é produto
Meu corpo não!

_______________________________________

Fernando finalmente respondeu meu sms rsrsrs
E Debs ainda bebe na concha ahhahaha (internas)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Minha Versão: Paramore - Ignorance

(...) Esta é a melhor coisa que poderia ter (me) acontecido
Mais um pouco e eu não teria aguentado
Não é uma guerra, não é um rapto
Eu sou apenas uma pessoa, mas você não aceita (que)
Os mesmo truques (mentiras), que já me enganaram uma vez,
não te levarão a lugar algum
Eu não sou a mesma criança da sua memória
Agora eu posso me defender sozinha

Não quero ouvir suas músicas tristes
e não quero sentir a sua dor
Quando você jura (jurou) que a culpa é (era) toda minha
Mas você sabe (sabia) que não somos (eramos) os mesmos
Nós não somos os mesmos, não somos...
(como aqueles) amigos que terminam (sempre) juntos
Escrevemos nossos nomes em sangue
Mas você não consegue aceitar que mudar é bom
É bom, É bom

(Então) Você me trata como (se eu fosse) um estranho (qualquer)
(Então) "É um prazer conhecê-lo, senhor" (seria o que lhe diria)
"Eu acho que já vou (indo)..."
É melhor que eu faça o meu caminho (é melhor que eu siga em frente)

Você me trata como (se eu fosse) um estranho (qualquer)
"É um prazer conhecê-lo, senhor" (seria o que lhe diria)
"Eu acho que já vou (indo)..."
É melhor que eu faça o meu caminho (é melhor que eu siga em frente)

Ignorância é seu novo melhor amigo
Ignorância é seu novo melhor amigo

_____________________________________________________

Considerações desse final de semana

- Essa semana em sampa, minha inscrição na Escola de Música e Tecnologia!
- Beber água em concha (?) rsrsrs, não vou revelar seus segredo Debs... (juroooo) xD
- Ari, você cozinha maravilhosamente bem!!!
- Fernando, vá para o inferno! Responda logo meus sms
- Turma de teatro em sorocity num sabadão? hmmmmmmmm! (já quer já, né? rsrsrs)

Folks, beijo no coração!

sábado, 7 de agosto de 2010

As bruxas de Salém! Miller, Arthur. por Vinicius Carvalho de Pereira

A vila de Salem conheceu todas as acepções do termo histeria, desde a empregada pelo senso comum até a psicanalítica. Acusações, mentiras e erotismo compõem uma rede de intrigas que destrói não só a trama social entre seus habitantes, mas também quaisquer vestígios de saúde mental.

  • Em um crime comum, como se defende o acusado? Chamam-se testemunhas para provar-lhe a inocência. Mas a bruxaria é ipso facto, por natureza, um crime invisível, não é? Portanto, quem pode testemunhá-lo? A bruxa e a vítima. Ninguém mais. Não podemos esperar que a bruxa acuse a se mesma, certo? Então, temos de confiar nas vítimas – e elas testemunham, as crianças certamente testemunham. Quanto às bruxas, ninguém negará que estamos ávidos por suas confissões. Então, o que pode trazer um advogado? Acho que fui claro. Ou não? (Miller, 1984: 90)





(...)o pecado de Abigail é de natureza oral, bebendo o sangue de Goody Proctor, assim como Eva comeu uma lasciva maçã vermelha.

(...)a narrativa faz sucesso mais de trezentos anos depois, dada a descrição exímia da natureza, opondo em um conflito insolúvel o querer e o proibir.


The Crucible (As bruxas de Salem) possivelmente será a peça escolhida pelo grupo de teatro do qual participo!

Nestes últimos dias de pesquisa, creio que tenha me identificado muito com a personagem Abgail! e sei bem o por quê...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O Arranhacéu!

Caminho até anoitecer
Difícil ver o que se passa com você

Faz tanto tempo
que eu não te vejo
Nem tenho tempo
...eu só tenho o ar que me deixam respirar!

Só vejo arranhacéu
Nem vejo mais o céu
De tanto cinza...
...se escondendo de você

Caminho até "me" esquecer
 E vendo a cor do sinal fechado
Atravessei!


Faz tanto tempo
que eu não te vejo
Nem tenho tempo
...eu só tenho o ar que me deixam respirar!


Só vejo arranhacéu
Nem vejo mais o céu
De tanto cinza...
...se escondendo de você